Serraglio foi demitido do Ministério da Justiça
anteontem para dar lugar a Torquato Jardim, que comandava a pasta da
Transparência; ele dirá a Temer hoje se aceita ou não cargo à frente da antiga
CGU
Tânia Monteiro, Lenêncio Nossa e
Isadora Peron, O Estado de S.Paulo
29
Maio 2017 | 23h52
Servidores protestam contra
nomeação para o Ministério da Transparência
Foto: Isadora Peron/Estadão
BRASÍLIA - Servidores do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) protestaram contra a indicação do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), ex-ministro da Justiça, para assumir a pasta após troca de cargos feita pelo presidente Michel Temer.
BRASÍLIA - Servidores do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) protestaram contra a indicação do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), ex-ministro da Justiça, para assumir a pasta após troca de cargos feita pelo presidente Michel Temer.
Os funcionários deram
um abraço simbólico no prédio da CGU, espalharam cartazes na entrada do órgão e
afirmaram que não vão deixar o peemedebista tomar posse. Se isso acontecer,
eles disseram que vão intensificar os atos contra a permanência de Serraglio no
cargo.
Para os servidores, o fato de o peemedebista ter sido citado na Operação Carne Fraca e ter defendido anistia ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) “o desqualificam para o exercício do cargo de ministro da CGU”.
“Não é aceitável que um órgão com responsabilidades no âmbito da prevenção e do combate à corrupção receba como dirigente máximo um ministro sob suspeita”, diz a nota do Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle. A entidade afirma ainda que, nos últimos anos, a CGU vem sofrendo com “cortes no orçamento”.
Para os servidores, o fato de o peemedebista ter sido citado na Operação Carne Fraca e ter defendido anistia ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) “o desqualificam para o exercício do cargo de ministro da CGU”.
“Não é aceitável que um órgão com responsabilidades no âmbito da prevenção e do combate à corrupção receba como dirigente máximo um ministro sob suspeita”, diz a nota do Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle. A entidade afirma ainda que, nos últimos anos, a CGU vem sofrendo com “cortes no orçamento”.
Serraglio foi
demitido do Ministério da Justiça anteontem para dar lugar a Torquato Jardim,
que comandava a pasta da Transparência. O deputado terá uma conversa hoje à
tarde com Michel Temer para responder se aceita assumir o novo cargo.

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