Enquanto os governos aprovam pacotes de
reformas e maldades contra os trabalhadores, os juros da dívida seguem
crescendo e lançando os valores que o governo paga aos governos a números
estratosféricos. Enquanto os trabalhadores pagam pela crise dos capitalistas,
estes seguem lucrando, ou melhor, lucram ainda mais.
São Paulo
quarta-feira 24 de maio| Edição do dia
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A atual
situação da dívida pública
A dívida pública atingiu seu novo
recorde no mês de abril desse ano, chegando aos R$3,244
trilhões. No ano passado, o Produto Interno Bruto Brasileiro
(PIB) chegou a R$ 6,266 trilhões, ou seja, calculando com os
valores do ano passado, a dívida comprometeria 51,77% do PIB, enquanto a
Previdência e toda assistência social – segundo Temer e os golpistas, a
principal responsável pelo não fechamento das contas do país – comprometeria apenas 11,17% do
orçamento (R$700 bilhões).
Toda vez que o governo fecha o
orçamento no negativo, pede empréstimos bancos para financiar pacotes de
serviços públicos e o pagamento da dívida anterior. Atualmente, o pagamento da
dívida ocupa quase metade do orçamento público federal, fazendo com que todos
os anos haja déficit orçamentário e a necessidade de contrair novas dívidas.
É um grande negócio, como quando
ficamos devendo no banco ou no cartão de crédito. Chega um momento em que
estamos pagando mais do que a própria dívida em juros, e nosso orçamento está
sempre comprometido não apenas com a dívida mas com os juros dela, obrigando a
que contraiamos no próximo mês uma nova dívida.
A
verdade por trás dos números: é preciso lutar por uma nova Constituição que
revogue todas leis de Temer e imponha que os capitalistas paguem pela crise
A verdade por trás dos números é que a
tentativa de nos roubar a aposentadoria nada mais é do que uma tentativa de nos
matar de trabalhar enquanto os banqueiros seguem, como vampiros, sugando nosso
sangue através da dívida pública. Um método antigo e eficaz de manter o
dinheiro no bolso dos capitalistas.
A PEC 55 já aprovada, de "teto dos
gastos" significa acabar com a saúde, educação, congelar salários para
poupar dinheiro para essa dívida.
É preciso derrubar todas as reformas,
revogar todas as leis de Temer começando pela PEC 55 através de uma Assembleia
Constituinte imposta por uma greve geral que faça os capitalistas pagarem pela
crise.
Fonte: Esquerda Diário

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