A MÍDIA E AS DIRETAS
Ontem, 28, a manifestação pelas Diretas Já! reuniu cerca de 150 mil pessoas em Copacabana, no Rio, com a presença de artistas, além de lideranças sindicais, sociais e políticas.
Hoje fui dar a habitual espiada nas páginas de notícias que costumo visitar (Uol, Globo e Valor Econômico), com uma curiosidade a mais para acompanhar a repercussão do ato como notícia.
No período da tarde, em que pude fazer isso, não havia nenhuma chamada ou foto entre matérias em destaque. Nenhuma.
Desnecessário dizer que na Globo.com e Uol havia várias chamadas políticas de menor importância, além da tradicional preponderância de assuntos que não tenho pudor nenhum de chamar de bobagens, em que pese sua popularidade.
No Valor, em que pese a maior sisudez de um jornal especializado em economia, a ausência também choca, perto da presença de outros temas aos quais, como jornalista, eu atribuiria importância bastante menor.
Dizer que se trata de mau jornalismo não é incorreto, mas não explica.
Vejo que o ato de ontem, além de centenas de milhares de pessoas, teve a adesão de artistas, o que sinaliza um novo e importante momento das manifestações populares na atual crise política, além de representar o terceiro grande ato, em poucos dias de distância, protagonizado por organizações sindicais e movimentos sociais.
A novidade disso no cenário, não vê o meio de comunicação que não quer.
É justamente a questão: não querer.
Como não queriam na outra campanha das Diretas Já, na década de 80.
Essas grandes mídias se pautam editorialmente pela pauta que as elites políticas consideram válida e desprezam as outras, por mais novidade e mais importantes que sejam. Participam, portanto, tapando o sol com a peneira, da conservação do podre poder.
Valdir Grandini (Dentinho), jornalista e consultor cultural independente.
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sexta-feira, 2 de junho de 2017
AS APROPRIAÇÕES DO BETO
Em dezembro de 2016 Beto Richa colocou
à venda ações da Sanepar. Estima-se que tenha havido uma arrecadação
próxima de R$ 2 bilhões. Segundo anúncio do presidente da Sanepar na
época, da venda R$ 250 milhões seriam investidos em negócios da
Companhia. Dedução: o restante iria para o caixa do governo.
Em
28 de abril deste ano, Beto Richa enfiou goela abaixo do Conselho de
Administração da Copel – CAD, a ampliação da remuneração de acionistas
de 25% para 50% dos lucros da empresa no
ano de 2016. O repasse aos acionistas aumentou de R$ 283 milhões para
R$ 506,2 milhões da noite para o dia, principalmente para engordar o
caixa do governo, principal acionista.
O Conselho de Administração da
Copel, um mês antes, havia aprovado remunerar em apenas 25% os
acionistas. De uma hora para outra, todo planejamento de investimentos
que havia sido preparado pela empresa foi desestruturado.
Desde 2015 as propostas de Acordo Coletivo e PLR da Copel, e de outras
estatais paranaenses, precisam passar primeiro pelo CCEE – Conselho de
Controle das Empresas Estaduais, instituído por Beto Richa. A intenção é
gastar menos com os trabalhadores.
Um caminho de desvalorização.
Agora, o faminto Beto contingencia cerca de R$ 6 milhões de recursos próprios da UEL, gerados pelas atividades da Universidade, bloqueando o uso deste recurso e esbofeteando a autonomia universitária.São todos casos de apropriação indevida do patrimônio público construído ao longo de décadas.
Valdir Grandini (Dentinho), jornalista e consultor cultural independente.
Um caminho de desvalorização.
Agora, o faminto Beto contingencia cerca de R$ 6 milhões de recursos próprios da UEL, gerados pelas atividades da Universidade, bloqueando o uso deste recurso e esbofeteando a autonomia universitária.São todos casos de apropriação indevida do patrimônio público construído ao longo de décadas.
Valdir Grandini (Dentinho), jornalista e consultor cultural independente.
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