sexta-feira, 2 de junho de 2017

AS APROPRIAÇÕES DO BETO


Em dezembro de 2016 Beto Richa colocou à venda ações da Sanepar. Estima-se que tenha havido uma arrecadação próxima de R$ 2 bilhões. Segundo anúncio do presidente da Sanepar na época, da venda R$ 250 milhões seriam investidos em negócios da Companhia. Dedução: o restante iria para o caixa do governo.

Em 28 de abril deste ano, Beto Richa enfiou goela abaixo do Conselho de Administração da Copel – CAD, a ampliação da remuneração de acionistas de 25% para 50% dos lucros da empresa no ano de 2016. O repasse aos acionistas aumentou de R$ 283 milhões para R$ 506,2 milhões da noite para o dia, principalmente para engordar o caixa do governo, principal acionista.

O Conselho de Administração da Copel, um mês antes, havia aprovado remunerar em apenas 25% os acionistas. De uma hora para outra, todo planejamento de investimentos que havia sido preparado pela empresa foi desestruturado.

Desde 2015 as propostas de Acordo Coletivo e PLR da Copel, e de outras estatais paranaenses, precisam passar primeiro pelo CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estaduais, instituído por Beto Richa. A intenção é gastar menos com os trabalhadores.

Um caminho de desvalorização.
Agora, o faminto Beto contingencia cerca de R$ 6 milhões de recursos próprios da UEL, gerados pelas atividades da Universidade, bloqueando o uso deste recurso e esbofeteando a autonomia universitária.São todos casos de apropriação indevida do patrimônio público construído ao longo de décadas.

Valdir Grandini (Dentinho), jornalista e consultor cultural independente.

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