sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Grafite muda cenário e traz segurança em Guaianases, na zona leste de SP


Desenhos de Tody One afastam violência e unem a comunidade. 'A gente precisa conversar, envolver as pessoas, para mudar a periferia, a cidade, o país', diz o artista
por Isaías Dalle, para a RBA publicado 25/12/2017 12h36, última modificação 26/12/2017 09h05
ISAÍAS DALLE
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Gigante da Escadaria é um grafite ao longo de 78 degraus, faixa por faixa, formando um enorme desenho
São Paulo – Numa estreitíssima viela de Guaianazes, na zona leste de São Paulo, um jovem de braço esquerdo erguido, punho cerrado, fica de sentinela ao longo da escadaria. Para quem observa bem, a camiseta dele carrega o símbolo do comunismo, o famoso “foice e martelo”. O sorriso no rosto é franco.
Já querido no bairro, o Gigante da Escadaria é um grafite desenhado ao longo de 78 degraus, faixa por faixa, formando um enorme desenho que pode ser visto a pouca distância, mas que fica mais nítido quanto mais se afasta. Nas paredes laterais da viela, outros grafites compõem o quadro.
O artista que os desenhou é cumprimentado por onde passa. Tody One, João Belmonte de nascimento, é um jovem grafiteiro que decidiu desenhar o Gigante da Escadaria para dar nova vida ao espaço. Ali naquela viela, não muito longe da estação de trem de Guaianazes, já funcionou um ponto de venda de drogas e aconteceram duas chacinas. Assaltos pela manhã, penalizando quem ia cedo ao trabalho, eram comuns.
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Tody One: obras em diferentes partes da cidade, como a estação de trem de Guaianazes e o Instituto Lula
Hoje em dia, apenas um mês depois de concluídos os grafites e o plantio de árvores, a Escadaria da Mirinha – nome dado em homenagem à mais antiga moradora do lugar – não é mais a mesma. Moradores que circulam por ali confirmam que está tudo diferente. Sem conflito, apenas com a participação das pessoas, que ajudaram na varrição que preparou a escadaria para o desenho. Os 14 alunos do Tody One, para quem ele dá aulas de grafite voluntariamente, também participaram do projeto.
“Agora aqui está de boa, tranquilo”, confirma uma moradora que passa e faz questão de posar para uma foto ao lado do artista.
Tody One é o nome que o grafiteiro ganhou em seu batismo na capoeira. O artista tem obras em diferentes partes da cidade. A estação de trem de Guaianazes é um de seus palcos: as colunas do saguão ostentam grafites dele, sendo o Jesus Negro um dos que mais chamam a atenção. A porta principal do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, recebeu os traços do grafiteiro, que cobriu as marcas de um atentado que ocorreu numa madrugada de julho de 2015.
Outra de suas intervenções em Guaianazes, bairro onde nasceu e mora, é a criação do Griot Urbano, pequeno ateliê onde pinta, administra uma incipiente biblioteca circulante, provê alimentos para recicladores que trabalham por ali e ainda organiza reuniões para debater arte, política e ações sociais.
“A gente precisa conversar, envolver as pessoas, para mudar a periferia, a cidade, o país”, diz ele, resumindo sua filosofia de vida e de trabalho. “As pessoas não são informadas sobre seus direitos, sobre a história do povo, e a televisão não vai ajudar nisso”, comenta a amiga Sheila Machado, ela também uma ativista, num instituto que ajuda crianças e adolescentes vítimas de violência.
Por sinal, o Griot Urbano, que funciona em antigo salão de cabeleireiro, atrai pessoas interessadas em mudanças. Geraldo Conceição Lima, amigo do lugar, tem como bandeira a preservação do Parque do Carmo, enorme área verde pública da zona leste onde ele corre e atua como guardião. Recentemente, após denunciar mais de nove meses de ausência de manutenção do parque, Lima comemorou a volta da coleta de lixo e da poda de gramas e árvores.
Quem passa em frente ao Griot costuma gastar algum tempo para contar sobre o dia e cumprimentar. Griot, por sinal, é uma palavra que define os contadores de história e poetas de comunidades africanas. Tody One vai registrando as suas nos muros da cidade. Sorridente, comunicativo, ele costuma se conter diante de elogios. “Cé loco”, despista.
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Sheila Machado: não há informação sobre direitos, sobre a história do povo, e a televisão não vai ajudar a mudar isso

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ANITTA É FODA !!!

por Igor Penna, cineasta

Anitta, ao assumir quem é de fato, uma favelada de biquini de fita isolante e uma bunda comum, ela mexe com os piores sentimentos e preconceitos da burra classe média brasileira

O clip de Anitta é foda nas imagens, potente e perturbador. Closes poderosos que mexem em você por dentro. Seja a bunda de Anitta com celulite ou o pau sob a sunga na sua direção. Anitta joga com o fetiche, o preconceito social e de gênero de forma a se contradizerem, se reconhecerem, se negarem e se danarem. A música não tem a potência das imagens, a música não cresce, não há boas viradas, tem o refrão do “Vai Malandra” que é potente, mas a letra de fácil assimilação por ter quase nada de letra, é mais fraca do que o clip. Nisso mora o problema e como todo jogo do clip também, sua salvação e seu brilhantismo. “Vai Malandra” é praticamente tudo que se diz de importante na letra (eu não entendo inglês, então não levo em conta esta parte) do clip de Anitta. E exatamente por não ter letra seu clip não cai na literalidade onde as imagens apenas repetem o que é dito.


Alguns roteiristas dizem que todas as histórias já foram contadas, resta-nos saber reconta-las de outras formas. O clip de Anitta tem uma história simples e muitas vezes contada: A mulher pobre da favela que ascende na música e termina o clip em meio aos rappers americanos. História de colonizado né? Mas ai é que surge a originalidade do clip e as posições políticas de Anitta se mostram. Por exemplo: O clip de Pablo Vittar com outro rapper gringo e a participação de Anitta, é futurista, meio mad max no deserto, sem relação com a favela ou qualquer forma de brasilidade. Anitta podia comemorar sua inserção no mercado internacional botando todo mundo pra quebrar em meio a quinta avenida em Nova York, ou um DVD no Madson Square Garden como Ivete Sangalo.
Anitta pra dizer que se internacionalizou, volta a origem, para mostrar que aquela mulher, malandra, funkeira, com a bunda com celulites e estrias, que pegava moto taxi, descia até o chão nos bares, pegava sol na laje com biquini de fita isolante chegou ao states. Do primeiro plano, a bunda de Anitta ao último, vestida de rapper americano essa é a história. Mas volto a afirmar, como contar esta história, como ela mexe nas pessoas, como ela provocou tanto debate é que são elas. Mostra que Anitta está muito ligada ao mundo em sua volta, mostra que tem um olhar curioso e libertário, um jeito sutil e poderoso de mexer dentro das pessoas, jogando com fetiches e preconceitos.
Aliás, acho o ponto central da obra de Anitta seja a forma como ela trabalha o fetiche e o preconceito. Conceitos que possuem fronteiras tênues para todos lados. Mas ai seria uma análise maior e mais abrangente.
Voltando ao clip. Anitta, ao assumir quem é de fato, uma favelada de biquini de fita isolante e uma bunda comum, ela mexe com os piores sentimentos e preconceitos da burra classe média brasileira. Caso contrário não haveriam os comentários que dizem que ela mostrou o clichê do Brasil ou os que dizem que mostrou o Brasil que não deu certo, o pior do Brasil, a favela, com tantos lugares bonitos que o Brasil tem. Essa gente não ver a favela como Brasil, se Anitta tivesse feito o clip na Quinta Avenida… ah parceiro, a elite branca ia adorar. Seria o Brasil invadindo Nova York (com camisas amarelas da CBF, alguém duvida?). Poucos estariam se ligando nas bundas rebolando e quicando até o chão. Mas ai sim, eu a chamaria de colonizada e idiota.

Fonte: Diário Conquistense

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Paulo Freire segue como patrono da educação brasileira após derrota do Escola Sem Partido

Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federalrejeitou na manhã desta quinta-feira 14 a Sugestão Legislativa que pretendia retirar do educador recifense Paulo Freire o título de patrono da educação brasileira.
O pedido para arquivar o projeto foi feito pela senadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra. Junto da senadora durante a sessão estava Daniel Cara, como representante do Coletivo Paulo Freire por uma Educação Democrática, principal articulador na campanha pela manutenção do nome de Freire.
As Sugestões Legislativas surgem a partir de petições públicas informais, e devem ter no mínimo 20 mil assinaturas para serem acolhidas pelo Senado. O abaixo-assinado foi redigido por uma estudante de direito e membro do Escola Sem Partido, e teve amplo apoio do Movimento Brasil Livre. Se validada, ganha a força de um Projeto de Lei.
A ofensiva contra o nome e o legado de Paulo Freire provocou intensa reação na sociedade. O Coletivo lançou um manifesto pela manutenção do título ao educador, com aderência de milhares de educadores, pesquisadores, políticos, filósofos e sociedade em geral. A partir do manifesto outras ações foram articuladas, e contribuíam para que a intenção do projeto ultraconservador fosse rejeitada. Cara avaliou como “vitória a decisão da Comissão de Direitos Humanos contra o Escola Sem Partido e o obscurantismo.”
Ao final da sessão, a senadora afirmou que “só alguém que desconhece a grandiosidade da vida e da obra de Paulo freire na luta pela educação no Brasil e no mundo pode representar um recurso de maneira estupida como esse.”
Legado
Paulo Freire é um educador internacionalmente reconhecido, sendo um dos mais proeminentes nomes da Pedagogia e das Ciências Humanas. Foi laureado com 41 títulos de doutor honoris causa por universidades distribuídas por todo o mundo e intitulado professor emérito de cinco universidades, incluindo a Universidade de São Paulo (USP).
Também foi agraciado com títulos conferidos pela comunidade internacional, como o prêmio da Unesco de Educação para a Paz, em 1986. Secretário municipal de Educação entre 1989 e 1991, é ainda hoje considerado o melhor gestor educacional da história paulistana, aclamado presidente de honra da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Pedagogia do Oprimido” (1968), considerada sua obra-prima, é a terceira mais citada em toda a literatura das ciências humanas, segundo pesquisa realizada por Elliott Green, professor associado à London School of Economics.


Carol Scorce, Carta Educação

Fonte: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/12/paulo-freire-patrono-da-educacao-derrota-do-escola-sem-partido.html

O que acontece se não fizer a biometria do título eleitoral?

A biometria dos eleitores, identificação  feita por meio da impressão digital, já ocorre em diversos países no momento das votações. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem divulgando o cadastramento biométrico em todo o país, com a intenção de que as eleições de 2018 já ocorram com o novo sistema de identificação. Porém, diversos boatos circulam na internet e deixam os cidadãos com dúvidas sobre o assunto. É o que aconteceu com o vendedor Guilherme César, que faz sua pergunta no quadro Fala Aí desta semana:
“Olá, meu nome é Guilherme César, tenho 37 anos, sou vendedor e empreendedor. A minha dúvida é que tá rolando nas redes sociais e na internet, que era necessário que as pessoas fizessem a biometria até o dia 7 de dezembro. Gostaria de saber se isso é fato e se após esta data tem alguma multa, algum problema na hora da pessoa votar."

“Eu sou a Eliana Passarelli, coordenadora de comunicação social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TSE-SP). Bem, Guilherme, realmente, isso é um boato, não existe esse prazo de até 7 de dezembro para fazer a biometria e nem há essa multa. A biometria no Estado de São Paulo é obrigatória em 85 cidades, cada cidade tem seu prazo, tem que procurar no nosso site. Nesses locais, o eleitor que não comparecer tem o título cancelado. Mas, por exemplo, na cidade de São Paulo ainda não é obrigatório, tem várias cidades que ainda não é obrigatório. Então, esse boato é mentiroso"

Trabalho intermitente: o filme de terror para os trabalhadores

Mais um post de facebook ganha destaque por mostrar um dos aspectos mais devastadores da Reforma Trabalhista: o trabalho intermitente. Dentre os muitos posts e denúncias que já viralizaram e que já noticiamos aqui e também aqui, por exemplo, destacamos mais este:
“Faxineira ganhando mil reais por mês para fazer limpeza no prédio da empresa, uma vez por semana, recebeu uma proposta espetacular com o prêmio de continuar com o emprego. Trabalho intermitente, a R$ 4,50 a hora. Como ela faz a limpeza em 5 horas, o salário dela ficará em torno de R$ 90,00. Melhor dar um tiro na cara de quem aprovou esta lei, ir para a cadeia e garantir 3 refeições por dia, coisa que esses 90 reais não garante.”
O discurso dos grandes meios de comunicação, porta-vozes eficientes dos patrões de todo o país, ainda pinta a aprovação da Reforma Trabalhista como medida necessária para gerar mais empregos, “modernizando” as relações de trabalho afirmando que não tocariam diretamente em direitos mais emblemáticos da CLT como férias e 13º salário, por exemplo.
No entanto, eis que a letra miúda do trabalho intermitente, introduzido como apenas mais uma modalidade de relação de trabalho veio para fazer terra arrasada dos direitos mais elementares e transformar em letra morta o direito à previdência, férias, 13º, descanso remunerado. Não à toa, a “modalidade” se transformou na nova queridinha entre os patrões no país.
Maquiando as estatísticas de desemprego, o pagamento por hora e somente quando for requisitado é a principal forma de desumanizar o trabalhador, reduzindo-o agora oficialmente apenas à tarefa que precisa cumprir. Como se ele não precisasse se alimentar, ter onde morar, ter o que vestir, sustentar uma família, ter direito ao lazer. Nenhuma dessas necessidades existe para o trabalho intermitente, este termina de por a pá de cal sobre direitos mais elementares e diretamente tratar como coisa quem trabalha. Ou seja, mais escravidão, mais miséria para a vida de quem faz o país girar.
Derrotar o governo golpista e suas reformas. Na Argentina os trabalhadores apontam o caminho
Na Argentina, seja nas verdadeiras batalhas campais travadas na rua contra a Reforma da Previdência de Macri que a tentar impor através da repressão, e na resistência aguerrida dos trabalhadores de Pepsico que em defesa dos seus empregos conseguiram impor obstáculos às tentativas de Macri de também aprovar uma Reforma Trabalhista, os trabalhadores argentinos não só dão exemplo como também podem se transformar um ponto de apoio fundamental para as lutas necessárias aqui no Brasil e, porque não, em todo o continente.
A Argentina mostra como é possível sim retomar aqui no Brasil o caminho para derrotar o golpista Temer, sua corja e suas reformas. E a primeira tarefa fundamental nesse sentido é tomar nas nossas mãos as ferramentas que hoje estão presas nas mãos das centrais sindicais, seja da Força Sindical, diretamente aliada de Temer, seja da CUT e CTB que com tanta traição e corpo mole atuam como cúmplices das medidas golpistas contra os nossos direitos.
Derrubar as reformas no Brasil e na Argentina! Nossas vidas valem mais que os lucros deles!

 Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Trabalho-intermitente-o-filme-de-terror-para-os-trabalhadores

Temer veta projeto sobre negociação coletiva de servidor e irrita até aliados

São Paulo – Aparente avanço institucional, raro no atual momento, o direito de negociação coletiva dos servidores públicos não resistiu à passagem pelo Palácio do Planalto. Michel Temer vetou integralmente o Projeto de Lei 3.831/2015 (e 397/15 no Senado), que "estabelece normas gerais para a negociação coletiva na administração pública direta, nas autarquias e nas fundações públicas dos poderes da União dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios". O governo alegou inconstitucionalidade, argumento "esdrúxulo", segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A decisão irritou inclusive a base aliada.
"A aprovação do projeto de lei foi o único avanço para os servidores, desde o impeachment de Dilma: sentar-se à mesa para negociar as demandas, antes de qualquer iniciativa de greve ou paralisação, constitui-se sem dúvida numa demonstração de maturidade das partes envolvidas no processo negocial. Mas o atual governo preferiu a saída mais fácil e cômoda", afirma o Diap. O projeto havia chegado para sanção presidencial em 27 de novembro. Representantes dos servidores esperavam veto em alguns itens, mas não na íntegra.
No veto, publicado na edição de hoje (18) no Diário Oficial da União, Temer alegou que a medida representava invasão de competência legislativa de estados, municípios e do Distrito Federal, "não cabendo à União editar pretensa normal geral sobre negociação coletiva". O Diap rebate o argumento, lembrando que em 2010 o Brasil ratificou a Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre direito de sindicalização e relações do trabalho na administração pública.
Agora, o esforço precisa ser direcionado para a derrubada do veto no Congresso. O Diap lembra que, para isso, é preciso obter maioria absoluta nas duas Casas (41 votos no Senado e 257  na Câmara). 
A regulamentação da negociação coletiva e do direito de greve no serviço público são demandas do funcionalismo que vêm desde a Constituição de 1988. O projeto prevê que a negociação coletiva seja regra permanente, legal, de solução de conflitos. 
Há também uma questão em aberto sobre o direito de greve. Há pouco mais de um ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu aplicar a Lei 7.783 (Lei de Greve para o setor privado, de 1989) na área pública, determinando que a administração pode descontar dias parados por greve. Segundo aquela decisão, o desconto não poderá ser aplicado se ficar demonstrado que a greve ocorreu por "conduta ilícita" do poder público.
Em setembro, ao falar à RBA, o secretário-adjunto de Relações do Trabalho da CUT e funcionário público federal Pedro Armengol já previa dificuldades em relação ao projeto de negociação coletiva. "Com a realidade que estamos vivendo no país, acho muito difícil sancionar esse projeto", afirmou na ocasião. "Tenho dúvidas se prefeitos e governadores vão assistir passivamente a essa questão." Ele lembrava que "99,9%" das greves no funcionalismo são, basicamente, para abrir negociação.
Em rede social, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), autor do projeto, criticou "mais um equívoco" do governo que, segundo ele, "se enfraquece a cada dia e que demonstra, nesse caso, seu descaso e descompromisso com o servidor público". Ele lamentou que o mesmo Executivo supostamente defensor da negociação coletiva no setor privado, via "reforma" trabalhista, agora se negue a dialogar com o funcionalismo.

O tucano pediu apoio de senadores e deputados para trabalhar, "de forma firme e vigorosa", pela derrubada do veto.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Advogado é ameaçado: “Negro, comunista, macumbeiro, estamos de olho em você”


Em Santa Catarina, advogado negro é alvo de ataques racistas com símbolo da Ku Klux Klan. Perplexo, Marco Antonio André resolveu publicar um desabafo nas redes sociais

advogado racismo ku klux klan
Ao sair de casa para colocar o lixo na rua no último domingo, o advogado Marco Antonio André, 40, residente de Blumenau (SC), foi surpreendido com um cartaz que lhe causou perplexidade.
“Negro, comunista, antifascista e macumbeiro. Estamos de olho em você.” A imagem continha ainda o símbolo da Ku Klux Klan e uma ilustração de um membro da seita racista norte-americana apontando para o leitor.
Negro, militante da causa negra e praticante de religiões de matrizes africanas, André é, claramente, o alvo das ofensas. Para não deixar dúvidas das intenções, os agressores colaram os cartazes apenas no poste e na porta da casa dele.
Marco, que diz ser “mais adepto” de Martin Luther King do que de Malcolm X, afirma já ter sido alvo de ataques racistas diversas vezes.
“Todo ano eu desfilo [no Oktoberfest] com os trajes típicos alemães e em todo desfile há problemas, gente que me ofende. Já jogaram copo de chopp na minha cabeça”, relatou o advogado em entrevista ao portal UOL.
A princípio, Marco disse que não publicizaria o caso, mas depois resolveu divulgar o cartaz em suas redes sociais em forma de desabafo. “É uma oportunidade de trazer este assunto à tona e agregar cada vez mais pessoas à discussão”, disse, em entrevista à CartaCapital.
Marco acredita também ser importante realizar um boletim de ocorrência, apesar de não acreditar que de fato alguém será punido. “Eu até tenho alguma esperança de penalização, mas é muito mais para registro criminal e monitoramento do que para identificar o autor em si”.

Extremismo

“Há um discurso de ódio no Brasil e no mundo hoje, um discurso vigorando tanto da extrema esquerda quanto da extrema direita. Um dos meus amigos escreveu que a Caixa de Pandora foi aberta e eu acho que é isso”, diz o advogado.
Neto de uma escrava, Marco conta que no momento do nascimento de seu pai sua avó ainda não havia conquistado a alforria. Apesar da forte ancestralidade, foi somente quando se mudou para Blumenau teve seu encontro com as religiões de matriz africana.

Amor

Apesar das agressões, Marco pretende mais uma vez se vestir de alemão para desfilar na tradicional parada da Oktoberfest. Perguntado recomendaria que comunistas, negros e praticantes de religiões afro visitassem a cidade durante o festival, o advogado ficou em silêncio, riu, pensou, e disse:
“Não vou jogar contra minha cidade. É uma festa importante para a economia da cidade. Talvez o coletivo diga que devêssemos boicotar. Mas sou contra. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Venham para a festa sim. Venham de peito aberto, para se divertir. Tragam amor. Minha religião prega o amor ao próximo, não posso ir na contramão.”

Desabafo

Abaixo, a íntegra do desabafo de Marco nas redes:
Hoje pela manhã os postes da minha rua e a porta da minha casa amanheceram com este aviso.
Todos que me conhecem, sabem o quanto luto para que diferenças sejam respeitadas.
Ser do Candomblé, além de ser um ato de fé, é cultuar meus ancestrais Africanos.
Quando me coloco a favor dos menos favorecidos e luto pelos direitos e igualdade de TODOS, não quero excluir, quero agregar.
Se minha luta contra o fascismo é incômoda para alguns, o problema não está em mim.
Continuarei na minha luta, por uma sociedade justa e igualitária.
Continuarei firme na batalha junto ao NEAB, pois é através da EDUCAÇÃO que mudaremos muita coisa.
Farei, agora mais do que nunca, parte da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil da OAB, pois inclusive em Blumenau, há muitas histórias que não foram contadas.
Obrigado a todos pelas mensagens de apoio, isso só mostra que o autor da faceta é minoria.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Ernesto José de Carvalho dá uma aula de História ao Mirosmar

12 de setembro de 2017 às 16h25
    
Carta Aberta ao Zezé de Camargo

por Ernesto José de Carvalho, o Ernestinho




Caro Mirosmar, mais conhecido como Zezé de Camargo,

Acordei hoje e de cara recebi com tristeza sua entrevista, onde o senhor afirma que não houve Ditadura no Brasil e sim uma liberdade vigiada. Deixe-me lhe contar uma história.

Meu pai, assim como você e milhões de brasileiras e brasileiros, veio pra São Paulo atrás de uma vida melhor, também vindo do interior do país, no caso do meu pai e seus quatro irmãos e uma irmã saíram de Muriaé-MG, nos anos 50, todos com idade abaixo de 15 anos.

Também trabalharam na roça pra ajudar no sustento da família (ouvi dizer que também foi seu caso), ao chegar a São Paulo, período ainda da industrialização, passaram a trabalhar no pesado, meu pai Devanir trabalhava como louco de dia e à noite fazia curso para se tornar torneiro mecânico, meus tios Jairo e Joel, gráficos, e o Daniel e Derly, metalúrgicos.

A história deles se confunde com a sua e a de milhões de retirantes até aqui, só até aqui.

Diferentemente de você todos eles passaram a se indignar com o sofrimento vivido pela grande maioria de seus semelhantes, em condições de extrema pobreza causada pela enorme desigualdade social, imposta por uma política escravagista, excludente, elitista e cruel.

No início dos anos 60, todos eles já estavam comprometidos com a construção de uma resistência constitucional via sindicatos de classe, movimentos sociais e partidos políticos — assim como deve ser num estado democrático.

A eleição de 1960 levou à presidência pelo voto direto o Sr. Jânio Quadros e seu Vice João Goulart.

Com a renúncia de Jânio (forças ocultas, lembra?), João Goulart assumiria a presidência em 1961, propondo as reformas de base, Educacional, Política, Agrária e Fiscal, que atenderiam às demandas da população mais vulnerável e desprotegida economicamente.

Por essa razão, unicamente por ela, setores da elite econômica se aliaram aos militares — digo, alguns setores do Exército brasileiro — e passaram a conspirar para que o Vice-Presidente não assumisse o cargo.

Entre 1961 e 31 de Março de 1964, o que se viu no país foi uma sequencia de um jogo antidemocrático, criando uma tensão política insustentável.

Na noite de 31 de Março de 64, tiraram nosso presidente à força do cargo.

A partir daí, para manter o status quo, os militares implementaram uma das mais sanguinárias ditaduras do mundo, caro Zezé.

Perseguiram e mataram seus opositores políticos — como o Deputado Rubens Paiva, preso e morto nos porões da Ditadura — jornalistas como Wladimir Herzog, preso e morto nos porões da ditadura, artistas presos, torturados, banidos do país e muitos assassinados, também nos porões da Ditadura.

Muita gente, mas muita mesmo, de diversos setores da sociedade, resistiu à violência do estado, muitos camponeses assim como meu pai e tios, também resistiram, diferentemente de você, que virou as costas aos seus contemporâneos, à sua gente simples, da roça, que carrega em seus semblantes a pele marcada pelo sol forte do trabalho duro do campo.

Essa gente nunca se esqueceu das belas paisagens do campo, da simplicidade do interior, da solidariedade dos vizinhos, da confiança entre homens e mulheres.

Acima de tudo, eles nunca perderam a dignidade.

Meu pai Devanir José de Carvalho foi preso e torturado até a morte em 5 de Abril de 1971, aos 28 anos; minha mãe foi presa e banida do país aos 25 anos; meu tio Jairo José de Carvalho, preso, torturado e banido do país aos dezessete anos; meu tio Derly José de Carvalho, preso, torturado e banido do país aos 30 anos; meu tio Daniel José de Carvalho capturado aos 26 anos, nunca encontramos seu corpo; meu tio Joel José de Carvalho capturado aos 25 anos, nunca encontramos seu corpo; eu, aos três anos de idade, sai do Brasil clandestinamente com minha mãe, vagando por vários países, fugindo de outras ditaduras e do pavor de sermos capturados pelos senhores que “vigiavam” a sociedade brasileira.

Desculpe, caro Mirosmar, a Ditadura existiu, e foi uma das mais sanguinárias da história recente da humanidade.

Ernesto José de Carvalho

11 de Setembro 2017


Salve Allende!

Brasil voltou a ser colônia com política de Temer, dizem economistas

Para Belluzzo e Delfim, política de ajuste de Temer é insana e Brasil voltou a ser colônia. Em debate na USP, economistas avaliam conjuntura econômica do país, consideram "péssimas" as perspectivas da indústria nacional e "grave" a falta de políticas de investimento, sem as quais afirmam que o crescimento não voltará

Eduardo Maretti, RBA
A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USPreuniu, na noite de ontem (11), os economistas Luiz Gonzaga Belluzzo e Delfim Netto para debater a crise brasileira, em mais um painel do seminário internacional “As Razões do Agir: universidade e sociedade na crise da globalização“, iniciado em agosto. No módulo “A agenda brasileira: superando a miséria da crítica“, os economistas concordaram ao apontar que as perspectivas para o Brasil estão longe de permitir análises otimistas.

Para Belluzzo, a atual política econômica de ajuste fiscal do governo Michel Temer é “uma coisa de insensatez“. “Não entra na minha cabeça fazer um ajuste fiscal e cortar o investimento desse jeito. Isso não existe. É uma coisa insana.”

“Voltamos a ser colônia. Os economistas que estiveram no poder conseguiram“, disse Delfim. “Não adianta discutir. Se o Brasil não voltar a se pensar 25 anos à frente, não vamos sair desse enrosco.”
Belluzzo voltou a criticar a repetição dos conceitos macroeconômicos por economistas e as citações intermináveis desses conceitos pela mídia, citando particularmente a GloboNews, como se fossem verdade absoluta. “O que chamamos de macroeconomia é de um nível de abstração e incapacidade de se comunicar com o mundo concreto que é assustador.” Segundo ele, alguns autores consideram que a macroeconomia “virou uma forma de controle da sociedade, e não (serve para) explicá-la.”

Na opinião de Belluzzo, sem investimento, situação agravada com a Emenda Constitucional 95/2016 (conhecida como a emenda do teto dos gastos), no longo prazo, a economia não tem mecanismos que a façam avançar. Para piorar a situação, “a composição da carga tributária é muito iníqua e injusta, e repousa sobre impostos indiretos, mais ou menos 55% da carga, o que reforça a má distribuição da renda“, disse.

Segundo Belluzzo, o Brasil conseguiu chegar a ser um país industrializado porque tinha “desenho institucional“. Para se desenvolver, a indústria do país se beneficiou da “sinergia” que funcionou entre Estado, empresa pública, empresa privada e estrangeira, que vem desde os anos 30. “Tínhamos uma organização que não era perfeita, mas suficiente para garantir a expansão. Nos anos 90, destruímos esse arranjo. O que assistimos hoje é a tentativa desesperada de se achar uma fórmula para encontrar um mercado que não existe“, disse Belluzzo, sobre as políticas adotadas a partir do chamado Consenso de Washington.

Delfim Netto afirmou que os valores necessários à “sociedade que queremos” estão na Constituição Federal de 1988: plena liberdade individual, igualdade de oportunidades e eficiência produtiva. Para isso, defendeu, “precisamos de um Estado forte, regulado pela Constituição.”
Para Delfim, a atual conjuntura mais uma vez comprova que, quando o sistema financeiro se apropria da economia real, o investimento acaba. “Criou-se uma sociedade de rentistas. Começou com Reagan imitando a Thatcher. Convenceram o Reagan que o mercado era um mecanismo perfeito“, disse, em referência ao ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan (1981-1989) e à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher (1979-1990).

Apesar de tudo, disse Delfim, “o Brasil não é um fracasso: com toda essa confusão, somos a sexta economia do mundo“. Em sua avaliação, “a maior desgraça que nos aconteceu foi usar o câmbio para combater a inflação. Não é possível manter o câmbio flutuante, foi isso que destruiu a indústria. Câmbio, salário e juros são coisas muito sérias para deixar na mão do mercado“, afirmou.

Belluzzo concordou. “Eles estão deixando o câmbio valorizar de novo. Isso significa um desastre para a indústria brasileira.” Para ele, a ex-presidente Dilma Rousseff cometeu “um desatino“, ao nomear Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda após ganhar as eleições em 2014. “Joaquim Levy é uma boa pessoa. Meu tio também é, mas eu não o chamaria para ser ministro da Fazenda“, brincou. Depois do choque de tarifas, a inflação explodiu e “a economia capotou“.

Na opinião de Belluzzo, no percurso após a crise mundial de 2008 e 2009, a reação brasileira foi positiva. Depois do agravamento da crise na Europa em 2011, “começamos a reagir de maneira imprópria, começaram a correr atrás do crescimento de maneira inadequada“, disse. Segundo ele, as desonerações exemplificam essa situação.

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Por que engatinhar é importante?

Por: Paula Bera

Fonte: http://fazdecontaquesei.blogspot.com.br/
Alguns pais às vezes querem apressar o processo de desenvolvimento de seus filhos. Preferem que andem no lugar de engatinhar. Pode acontecer de algumas crianças pularem a etapa do engatinhar, mas isso não deve ser estimulado pelos adultos. O ritmo mais comum é que, antes de caminhar, a maioria engatinhe. E aí o incentivo de pais e educadores faz diferença porque a criança pequena se sentirá mais segura.
A partir dos seis meses de idade (e especialmente entre os oito e nove meses), a criança já pode se aventurar e ela só tem a ganhar com isso, já que se movimentará de maneira autônoma.




   Veja a importância o bebê engatinhar:


1. Ajuda a desenvolver grupos musculares importantes das mãos, dos braços, dos ombros, além de fortalecer ligamentos, necessários para o aprimoramento de habilidades motoras finas. A articulação da base do polegar, em especial, é bastante estimulada. Todos esses ganhos são importantes para o desenvolvimento da escrita e da coordenação fina.

2. A criança aperfeiçoa habilidades visuais, que envolvem a percepção espacial e de profundidade. Essas competências serão empregadas no momento de ler e escrever. Ao pular a fase de engatinhar, aumenta a probabilidade de a criança apresentar dificuldades futuras, principalmente na aquisição da leitura, escrita e cálculos.

3. É uma nova etapa do desenvolvimento neurológico. Quando uma criança começa a engatinhar, o movimento repetitivo ajuda a estimular as conexões dos neurônios, permitindo que o cérebro possa controlar processos cognitivos, como a concentração, a compreensão e a memória.

4. Vai fortalecer a coluna, o equilíbrio e aprimorar a coordenação motora geral, antes de andar. É a primeira atividade do bebê que envolve a alternância de braços e pernas, em movimentos simétricos. A coordenação entre o hemisfério esquerdo e o direito do cérebro é trabalhada, e o bebê processa a visão e o movimento ao mesmo tempo. Assim, ele se prepara melhor para ficar de pé, caminhar, correr e praticar esportes.

5. Constrói autoconfiança para tomar as primeiras decisões. Aprende quando desacelerar, ir mais rápido e quando investigar os obstáculos em seu caminho.

           E como ajudar o bebê a engatinhar?



Coloque o bebê de bruços ou sentado, com brinquedos à sua frente. A criança vai arrastar o corpo na direção do objeto e só depois se arriscará a engatinhar.
Coloque os brinquedos próximos à criança e vá aumentando a distância gradualmente. O bebê precisa achar que consegue chegar até o que ele deseja, para se sentir motivado.
O adulto deve se colocar à frente do bebê e chamar sua atenção, segurando ou não brinquedinhos dos quais ele goste.

Existe “ideologia de gênero”?

(Foto: Jimena Furlani/Reprodução)
O debate sobre a inclusão dos temas de gênero e sexualidade nos planos de educação (nacional, estaduais e municipais) foi um dos principais fatores de ascensão do Escola Sem Partido, como admite seu fundador Miguel Nagib: “A tentativa do MEC e de grupos ativistas de introduzir a chamada ‘ideologia de gênero’ nos planos nacional, estaduais e municipais de educação ‒ o que ocorreu, principalmente, no primeiro semestre de 2014 e ao longo de 2015 ‒ acabou despertando a atenção e a preocupação de muitos pais para aquilo que está sendo ensinado nas escolas em matéria de valores morais, sobretudo no campo da sexualidade”, disse o procurador em entrevista a Pública (a reportagem pode ser lida aqui). Para quem não se lembra, a bancada evangélica, senadores, deputados estaduais e vereadores evangélicos, católicos e conservadores conseguiram, após campanha fervorosa, vetar o termo “gênero” do Plano Nacional de Educação (PNE) e, então, dos planos estaduais e municipais de educação de todo o país. Na época, era possível encontrar militantes pró-vida gritando “não ao gênero” diante de assembleias legislativas e pastores televisivos como Silas Malafaia, o deputado do PSC Marco Feliciano, o deputado do PP Jair Bolsonaro e o senador Magno Malta do PR bradando contra a “ideologia de gênero”, que traria a destruição da família e a doutrinação de crianças. A CNBB, na época, também divulgou nota afirmando que a ideologia de gênero “desconstrói o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher”. Nas missas e cultos, cartilhas foram distribuídas alertando pais e mães sobre o perigo silencioso que rondava suas casas – seus filhos seriam doutrinados a virar “outra coisa” que contrariasse seu sexo biológico. Mas o curioso é que “ideologia de gênero” não aparece nenhuma vez nos planos de educação ou nos estudos de gênero, e o termo nunca foi usado pelas ciências humanas. O texto vetado colocava como meta “a superação de desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”. Intrigada com isso, a professora doutora Jimena Furlani, da Universidade do Estado de Santa Catarina, que atua na formação de educadores e profissionais da saúde e segurança pública para as questões de gênero, sexualidade e direitos humanos, desenvolveu uma extensa pesquisa, que publicou em uma série de vídeos (que você pode ver aqui). Em entrevista à Pública, ela conta que se espantou ao de repente “acordar ideóloga de gênero e doutrinadora de crianças” e por isso começou essa investigação. Leia a entrevista:

segunda-feira, 10 de julho de 2017

CADASTRO BIOMÉTRICO, NÃO DEIXE PARA A ÚLTIMA HORA


O cadastramento está sendo feito no Fórum Eleitoral de Nova Esperança, de segunda a sexta, das 12h às 19h. É importante comparecer ao local portando documentos pessoais (RG e CPF), comprovante recente de residência no nome do eleitor e em caso de primeiro título para homens, é importante levar o alistamento militar.

Hallan indicios suficientes para admitir denuncia contra Temer

Temer es acusado de avalar un soborno para comprar el silencio del expresidente de la Cámara de Diputados, Eduardo Cuhna. | Foto: Reuters

El informe presentado este lunes Comisión de Ciudadanía y Justicia (CCJ) de la Cámara de Diputados indica que existen "indicios suficientes" para admitir la denuncia de corrupción contra el presidente de facto Michel Temer. 
El diputado del Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), Sergio Zveiter, debía decidir este lunes si considera que la denuncia de corrupción pasiva formulada contra el presidente por el fiscal general debe pasar al Supremo Tribunal Federal (STF), previo voto por el Plenario de la Cámara, para determinar si cabe abrirle un juicio. 
Si el STF determina que hay motivos para ello, Temer sería apartado de su cargo por un máximo de 180 días. El mandatario necesita 172 votos en la Cámara de Diputados para detener el proceso en su contra y aunque se mostró confiado en que lo obtendría apuesta al respaldo del STF.
El nombramiento de Zveiter no fue bien recibido por el Ejecutivo porque lo considera un político independiente no alineado con el mandatario y, por lo tanto, imprevisible en la recomendación que hará la comisión. 
Temer, que pertenece al PMDB (centroderecha), confía en que cuenta con la mayoría suficiente para archivar el caso en el Plenario, que deberá manifestarse independientemente del parecer de los 66 miembros de la CCJ, que se prevé formalicen su voto esta semana.
La base aliada del interino Temer mostró signos de erosión luego de la presentación a mediados de mayo de una grabación hecha por el dueño de JBS (empresa de alimentación brasileña), en la que el jefe de Estado da su presunto asentimiento al pago de un soborno para comprar el silencio del expresidente de la Cámara de Diputados, Eduardo Cuhna, condenado a 15 años de prisión luego de ser acusado por corrupción, lavado de dinero y evasión fiscal.
Fonte: Telesur

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Isabella Pessoti é a nova secretária da Cultura de Ribeirão Preto

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Antecessor entregou a pasta alegando motivos pessoais

   
Tomou posse na tarde desta sexta-feira, 30, a nova secretária da cultura de Ribeirão Preto, a cientista social e bailarina Isabella Pessoti. A pasta lhe foi entregue pelo agora ex-secretário José Carlos Ferreira de Oliveira Filho, que deixou o cargo também nesta sexta, alegando motivos pessoais. Isabella já atuava na Secretaria como chefe da divisão de eventos e programas culturais desde janeiro deste ano.
Em seu discurso de exoneração, José Carlos agradeceu a possibilidade de fazer parte da administração e enumerou os eventos que realizou nos seis meses de comando da secretaria, frisando que a maioria deles foi realizado sem custos aos cofres públicos, apenas com parcerias com o setor privado.
O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) também agradeceu o trabalho do ex-secretário. “Foi um período difícil, em função das dificuldades financeiras, mas o José Carlos não se deixou abalar e trabalhou com afinco, principalmente na organização da programação do aniversário de 161 anos de Ribeirão Preto”, elogiou Nogueira.
Nova administração 

Isabella de Carvalho Pessotti é cientista social graduada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde também se especializou em ciências políticas e econômicas. Um diferencial na nomeação da nova secretária foi sua vasta formação artística. Isabella é bailarina há mais de 20 anos e tem participado ativamente de diversos festivais pelo Brasil.

A nova secretária já assume o cargo com um desafio: a Secretaria da Cultura conta com uma verba que representa apenas 0,62% do orçamento municipal. E cabe à repartição zelar pelos teatros e espaços culturais da cidade, fomentar e difundir os eventos culturais na cidade.

"O desafio a partir de agora é valorizar o que se produz de cultura em Ribeirão Preto, e que não é pouco. Temos uma efervescência cultural muito grande em todas as áreas. Precisamos também socorrer os nossos equipamentos culturais, nossos museus e nossos teatros para que a gente consiga iniciar uma nova história de incentivo e fomento ao que se produz de cultura na cidade", declarou Isabella.
E o sobre os problemas enfrentados pelo Teatro de Arena, a secretária afirma que o tratará como prioridade. "Para o Teatro de Arena é preciso fazer um projeto para a reforma dele e do Teatro Municipal. O que fizemos no Municipal mais recentemente foi adequar o seu uso quanto aos bombeiros. Contudo, são necessárias de reformas estruturais muito maiores do que já conseguimos fazer até aqui. Para isso, precisamos fazer projetos, angariar recursos e este é um trabalho que começa agora e trataremos como prioridade. Depois de reformado, queremos que os teatros sejam ocupados por quem merece estar ali, que é quem produz arte na cidade”, finalizou Isabella.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Até que enfim Policia Federal prende um Tucano !!!!


Voto é a soberania popular colocada em prática, diz presidente da OAB de Paranavaí

PARTICIPAÇÃO DOS ELEITORES

30/06/17 00:00:00 - Paranavaí > Local

“Sem voto, o cidadão não exerce o próprio direito. Voto é a soberania popular colocada em prática.” A declaração é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Paranavaí, Anderson Donizete dos Santos.

Na tarde de ontem, ele conversou com o Diário do Noroeste, para falar sobre a importância da participação dos eleitores no cenário político do país. De acordo com Santos, é isso que fortalece a democracia.

As avaliações do presidente da OAB de Paranavaí são um apelo para que os cidadãos de Amaporã, Nova Aliança do Ivaí, Paranavaí e Tamboara façam o cadastramento biométrico. Sem essa atualização, não será possível votar na próxima eleição.

Até a tarde de ontem, 33.853 pessoas ainda não tinham comparecido ao Fórum Eleitoral. O número é menor do que a metade dos aptos a votar nos quatro municípios que formam a Comarca de Paranavaí. Ao todo, são 76.036 eleitores
.
De acordo com a chefe de cartório do Fórum Eleitoral de Paranavaí, Alethéia Barros Aparício, a capacidade de atendimento para fazer o cadastramento biométrico é de 850 pessoas por dia. Até agora, têm sido atendidas apenas de 400 a 500 diariamente.
O apelo é para que os eleitores não deixem para os últimos dias. Considerando a quantidade de pessoas que ainda faltam para fazer a atualização, a equipe do Fórum Eleitoral não conseguirá atender toda a comunidade. 

Se isso acontecer, muitas pessoas não conseguirão votar na próxima eleição, em 2018. A situação preocupa o presidente da OAB de Paranavaí, porque poderia resultar na falta de representatividade política do Noroeste do Paraná.

Na opinião de Santos, outra questão a ser considerada é que quem deixa de votar perde a chance de tentar mudar o cenário político do país. Assim, disse, é mais fácil para pessoas envolvidas em corrupção alcançarem a reeleição.

O presidente explica que é pelo voto que a população decide quem serão os representantes nos governos municipal, estadual e federal. “São pessoas que vão tomar decisões em nosso nome. Inclusive em nome daqueles que não votarem”.

DESINTERESSE - Para Santos, a falta de interesse dos eleitores em fazer a atualização dos dados pode ser explicada pela situação política que o país enfrenta, com escândalos de corrupção e envolvimento de políticos em denúncias de crimes. Mas essa postura prejudica o sistema e fortalece quem está no poder em favor próprio.
PUNIÇÕES - Sem a atualização biométrica, o cidadão tem o Título de Eleitor cancelado. Se isso acontecer, sofrerá uma série de sanções civis, entre as quais, conseguir financiamento bancário, assumir cargo público, receber benefícios sociais e se matricular em instituição de ensino superior. O prazo para a alteração de dados termina em 11 de agosto.

Fonte: Diário do Noroeste